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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

STEVE JOBS

Steve Jobs morre aos 56 anos de idade.

Executivo faleceu aos 56 anos, após longa luta contra o câncer; ele foi responsável pela ascensão do computador pessoal e pela transformação da comunicação móvel
O fundador da Apple, Steve Jobs, 56 anos, morreu ontem nos Estados Unidos. O executivo, que sofria de câncer, se afastou da empresa em agosto. Ele ocupava a presidência-executiva da Apple desde 1997.
Jobs passou por um transplante de fígado há dois anos e, em 2004, descobriu que tinha uma forma rara de câncer no pâncreas. Nas suas raras aparições neste ano, como no lançamento do iPad 2, em março, ele pareceu ainda mais magro que o normal. Em agosto, disse, em sua despedida: “Sempre disse que, se chegasse o dia em que não poderia mais cumprir meus deveres e expectativas, eu seria o primeiro a avisá-los. Infelizmente esse dia chegou.”
Steve Jobs era considerado o grande responsável pela ascensão da Apple do posto de empresa combalida ao status de companhia com maior valor de mercado do mundo. Desde que reassumiu o comando da empresa em 1997 – cargo do qual havia sido destituído dois anos antes – Jobs elevou o valor das ações da Apple de um patamar de US$ 5 para mais de US$ 370. Como comparação, a Micro­soft, que na volta de Jobs à Apple era a líder em tecnologia, vale hoje US$ 209 bilhões, cerca de US$ 140 bilhões menos que a rival.
Sob sua gestão, a companhia foi responsável por revoluções nos mercados de música, telefonia celular e computadores. Os equipamentos com prefixo “i”, que na pronúncia em inglês significa “eu”, tornaram-se objetos de desejo dos consumidores e sinônimo de ameaça para os concorrentes.
Considerado um gênio por muitos, Jobs criou uma certa dependência da Apple com relação à sua imagem. Por causa disso, desde que começou a lutar contra um tipo raro de câncer, surgiram questões sobre o futuro da companhia sem ele. No comunicado em que anunciou sua saída da companhia, em agosto, Jobs nomeou Tim Cook, responsável pela operação diária da companhia, para o cargo de executivo-chefe.
Homenagem
Ontem à noite, na página de abertura do site da Apple, lia-se parte do e-mail que Cook enviou aos funcionários: “A Apple perdeu um visionário e um gênio criativo, e o mundo perdeu um incrível ser humano. Aqueles de nós que tiveram a felicidade de trabalhar com Steve e conhecê-lo de perto perderam um amigo querido e um mentor inspirado. Steve deixa para trás uma companhia que só ele poderia ter construído, e seu espírito continuará para sempre o pilar da Apple.”
“Não há palavras para expressar adequadamente nossa tristeza diante da morte de Steve nem nossa gratidão pela oportunidade de trabalhar com ele. Honraremos sua memória dedicando-nos a dar continuidade ao trabalho que ele tanto amava”, escreveu Cook no trecho final de seu comunicado.
A empresa conclamou qualquer um que deseje compartilhar pensamentos, lembranças e condolências a Jobs para que envie um e-mail para rememberingsteve@apple.com.
Início da vida foi marcado pela adoção
Idolatrado por sua horda de seguidores e odiado por alguns que o conheceram mais de perto, Steve Jobs teve um início de vida marcante. Filho da universitária norte-americana Joanne Simpson e do professor dela, o sírio Abdulfattah John Jandali, foi destinado à adoção antes mesmo de nascer. Seus pais não tinham dinheiro para criar o bebê. A criança nasceu em 24 de fevereiro de 1955 e foi encaminhada ao primeiro casal da lista de espera para adoção. Só que este casal mudou de ideia — queria uma menina —, e o segundo casal foi chamado: Paul e Clara Jobs, hoje já falecidos. Mas o segundo casal não tinha o grau desejado pelos pais biológicos e só conseguiu adotar o menino após prometer que ele se formaria numa universidade. Promessa que, no fim das contas, nunca foi cumprida.
Hoje, a mãe biológica de Steve Jobs tem 79 anos e é uma renomada patologista, en­­quanto o pai tem 80 e é vice-presidente de um cassino em Reno, Nevada. Em 2011, Jan­dali, que só poucos anos antes ficara sabendo que Jobs era seu filho, disse que desejava conhecê-lo “antes que fosse tarde” e que se arrependia de tê-lo abandonado. Jandali disse que se manteve distante, pois seu “orgulho sírio” o impedia de procurá-lo, com medo de ser acusado de estar interessado em sua fortuna.

domingo, 2 de outubro de 2011

Internet Popular

As empresas vão apresentar ao Ministério das Comunicações, em 30 dias, um cronograma inicial com as primeiras cidades onde será ofertado o serviço
A partir deste sábado (1º), consumidores de 344 cidades brasileiras poderão contratar pacotes de internet com velocidade de um megabit por segundo a R$ 35 por mês. Nessa data, passa a valer a obrigatoriedade dos acordos firmados pelas empresas Oi, Telefônica, Algar Telecom e Sercomtel para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
A expectativa do Ministério das Comunicações é que, até o final do ano, 544 municípios brasileiros tenham acesso ao pacote popular de internet. Até 2014, todos os municípios brasileiros serão contemplados pelo serviço. Também serão iniciadas, a partir deste sábado, as ofertas de atacado dos termos de compromisso, destinadas a pequenos prestadores. Essas ofertas devem, em um primeiro momento, cobrir 982 municípios do País.
Conforme os Termos de Compromisso assinados pelas quatro concessionárias, não poderá haver venda casada, ou seja, a empresa não poderá obrigar o consumidor a comprar outro produto além da conexão à internet. Onde a venda de internet fixa por R$ 35 não for viável, porém, a operadora poderá vender banda larga móvel pelo mesmo valor mensal.
A TIM e a Claro também aderiram ao PNBL. A expectativa da TIM é contemplar 1.000 cidades até 2012 com o plano criado pela empresa especialmente para esta parceria com o governo federal. A Claro, que formalizou a adesão em agosto, anunciou o início imediato da oferta de internet rápida a preços populares, segundo o Ministério. Na próxima semana, o Ministério das Comunicações publicará na internet a lista com todos municípios abrangidos pela primeira etapa do PNBL.
Regras
Qualquer pessoa vai poder contratar um pacote de internet do PNBL. Para que isso ocorra, é preciso que a cidade esteja incluída no cronograma das empresas e que haja disponibilidade técnica. As empresas se comprometeram a oferecer o serviço de banda larga desenhado pelo governo a, pelo menos, 15% da base de assinantes de telefonia fixa da localidade.
Todos os pacotes vendidos no âmbito do PNBL têm limite mensal de tráfego. No acordo assinado pela Telefônica, por exemplo, o limite de download da banda larga fixa, que inicialmente é de 300 Megabytes (MB), passará para 600 MB e chegará em junho de 2013 a 1 Gigabyte (GB). Na banda larga móvel, é a metade: 150 MB 300 MB e 500 MB, respectivamente.
No caso da Oi, o limite de download ofertado para internet fixa começa com 500 MB e será elevado para 1 GB após seis meses, sem patamares intermediários. Para a banda larga móvel, a franquia inicia com 150 MB, sobe para 200 MB e alcançará 300 MB em junho de 2013.
O serviço de internet não poderá, de modo algum, ser interrompido caso o usuário exceda o limite mensal de tráfego de dados. Caso o consumidor ultrapasse a franquia, a operadora poderá reduzir a velocidade da conexão, em limites que serão definidos pela própria empresa. A empresa também poderá oferecer ao consumidor a opção de fazer um pagamento extra para que a velocidade da conexão volte ao patamar normal.
As empresas vão apresentar ao Ministério das Comunicações, em 30 dias, um cronograma inicial com as primeiras cidades onde será ofertado o serviço. Os cronogramas terão metas trimestrais, que serão avaliadas e acompanhadas pelo Ministério antes e depois da implementação das ações por parte das empresas. Por questões de estratégia mercadológica, a lista das cidades onde haverá oferta de internet pelo PNBL só será divulgada 30 dias antes do início da comercialização na localidade.